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Fonte: Site oficial de Itap. Serra

Conheça um pouco da História de Itapecerica da Serra

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ORIGEM DO NOME | PRESERVAÇÃO HISTÓRICA | VULTOS HISTÓRICOS

Em julho de l562, por força de um levante armado que culminou em ataque ao Colégio de Piratininga, pelos índios confederados, os padres da Companhia de Jesus viram-se na contingência de fazer instalar uma defesa avançada, criando núcleos de índios catequizados em pontos estratégicos para melhor proteção do Planalto de Piratininga.

Entre agosto e setembro de l562, foram instalados os postos avançados de Carapicuíba, Embu, Itapecerica, Guarulhos, São Miguel e outros. Assim, Itapecerica da Serra foi um aldeamento indígena, provavelmente fundado em l562, pelos padres da Companhia de Jesus, sob a proteção de Nossa Senhora dos Prazeres.

O núcleo da população indígena foi consideravelmente aumentado com a vinda da maior parte dos indígenas que habitavam a aldeia de Carapicuíba, trazidos por Afonso Sardinha e doutrinados pelo padre Belchior de Pontes.

Segundo a tradição consta que os primeiros padres jesuítas que para aqui vieram, não se conformando com a topografia do terreno onde existia o aldeamento indígena, no alto de uma colina onde haviam construído uma capela, pretenderam mudá-la para um ponto mais conveniente. Assim resolveram construir uma outra capela de terra socada (taipa) no lugar denominado Pinhal, pouco mais de l Km da aldeia situada ao pé da mesma, para onde foi transferida a imagem de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira da aldeia. Aconteceu, porém, que a imagem da padroeira, certa manhã encontrava-se novamente no altar da antiga capela e para justificar o mistério da mudança, os indígenas disseram aos padres jesuítas, que a Santa não podendo acostumar-se na nova residência, havia se transferido para a antiga capela. E no local citado pela lenda, existem de fato, vestígios de uma construção de terra socada (taipa).

Em l689, a capela de Itapecerica e Mboy (Embu), contam com mais de 900 almas, sob a proteção espiritual do padre Diogo Machado, da Companhia de Jesus.

Em l827, com a vinda dos imigrantes alemães para esta região, custeada pelo Governo do Império Brasileiro, o aldeamento indígena foi transformado em Colônia, pelo aviso do Ministério do Império, de 8 de novembro do mesmo ano. Os alemães implantaram o primeiro marco para o desenvolvimento da região, em que utilizaram suas profissões e ferramentas trazidas da Europa.

Houve, entre os habitantes locais e os alemães, alguns atritos, porém com o passar dos anos eles se identificaram, e a amistosidade aconteceu, superando as diferenças. Ainda hoje existem descendentes dessa fusão de raças, são eles: os Crêem,(parente dos irmãos Crimm, aqueles dos contos), Fischer, Weishaupt, Moor, Bauermam, Zillig, Reimberg, Hengles, Helfenstein, Silles, Kasper, Gaspar e etc...

Após a vinda das famílias alemãs para Itapecerica, e posteriormente com a chegada de imigrantes de outros paises, e a construção da Estrada de Ferro Sorocabana ramal Mayrink -Santos, que atravessa o Município à região tornou-se mais próspera. Participou da construção da grandeza de São Paulo e do Brasil, com o transporte de carga pelos tropeiros, entre o sertão e a cidade, fornecimento de gêneros alimentícios, como batata, palmito, feijão etc..., extrativismo de madeiras, fabricação de carvão, fabricação de tijolos e principalmente na utilização da mão de obra dos trabalhadores de Itapecerica da Serra.

Em 20 de fevereiro de l84l, Itapecerica foi elevada à categoria de Freguesia, sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres e teve como primeiro vigário o padre Bento Pedroso de Camargo, sacerdote secular nomeado por D. Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade, em lº de Março de l84l.

No ano de l877, através da Lei Provincial nº 33, de 8 de maio, foi elevada à categoria de Vila, por ocasião da criação do Município de Itapecerica, com o mesmo território que possuía, desmembrando-se, de Santo Amaro e conseguindo, finalmente sua emancipação Político-Administrativa.

Em 11de novembro de l877 foi instalada a primeira Câmara Municipal, tendo como primeiro secretário o sr. Francisco de Morais.

Em l9 de dezembro de l906, através da Lei Estadual nº 1.038 Itapecerica foi elevada à categoria de Cidade. Foram criados os seguintes distritos: Embu (M’Boy) pela Lei nº 93 de 2l de abril de l880; Juquitiba, Lei nº 1.117 de 27 de dezembro de l907. Itapecerica, de acordo com o Decreto Lei Estadual nº 14.335 de 30 de novembro de l944, passou a denominar-se: “ITAPECERICA DA SERRA”, e o acréscimo da palavra “SERRA”, deve-se ao fato de existir no estado de Minas Gerais uma cidade homônimo de Itapecerica, outra razão é devido a sua localização entre montanhas.

Em l959, foi criada a Comarca de Itapecerica da Serra, composta pelos municípios: Embu, Embu-Guaçu, Taboão da Serra, Juquitiba e Itapecerica da Serra que é a sede da Comarca, pela Lei nº 5.285, de l8 de fevereiro.

ORIGEM DO NOME

A cidade foi inicialmente construída sobre uma enorme pedra, e o nome “ITA-PECERICA”, toponímico Tupi-Guarani, que etimologicamente, na língua portuguesa quer dizer “ITA” – PEDRA; “PECERICA” – LISA ou ESCORREGADIA.

Segundo a lenda, o nome “ITAPECERICA” deve-se ao fato de estarem dois índios tentando escalar uma pedra de grande porte, mas encontravam dificuldade em atingir o cume, quando um deles escorregando gritou: “ITA-PECERICA” (pedra lisa).

Muitas residências cujas frentes dão para o Largo da Matriz, têm como alicerces partes dessa legendária pedra.


PRESERVAÇÃO HISTÓRICA

As residências, antigas da cidade, eram construídas de pau-a-pique e de “taipa” (madeira com terra socada) e conservam ainda em algumas residências o primitivo colonial, com seus beirais, cobertos com telhas “canoas”, e os batentes das portas e janelas são altos, esculpidos de forma quadrada.

A Igreja Nossa Senhora dos Prazeres antiga “Capela Grande” data do século XVII. Nela havia um prolongamento que servia de convento e abrigo para os padres. O convento foi demolido a mais de um século. Sua torre e fachada foram construídas posteriormente de tijolos, sobre paredes de taipa de mais de um metro de largura, tem aproximadamente l50 anos.


VULTOS HISTÓRICOS

Na história de Itapecerica da Serra, três personagens se destacam entre os demais, são eles:

Padre BELCHIOR DE PONTES, Professor PORCINO RODRIGUES e ESPERANÇA MACHADO, a primeira professora que veio para Itapycyryca ensinar as meninas índias do aldeamento.

Padre Belchior de Pontes, nascido no lugar chamado “Pirajuçara” território de Itapecerica, foi batizado em 6 de dezembro de l644 e falecido em 22 de setembro de l7l9.

O padre Belchior de Pontes, pelos seus relevantes serviços prestados neste território é considerado por Afonso de Taunay, “Êmulo de Anchieta”, um dos maiores vultos do passado histórico religioso do Brasil.

Professor Porcino Rodrigues, professor e músico, também autor de pequenas comédias teatrais, encenadas em benefício da Santa Casa. Como professor teve enorme destaque, e para homenagear o importante papel que desempenhou foi atribuído o seu nome ao Colégio Estadual de lº e 2º grau de Itapecerica da Serra e também a uma praça pública onde está localizada a Caixa D’Água no centro de Itapecerica da Serra.

Em relação à professora Esperança Machado, quase nada se sabe sobre ela, apenas que foi enviada para esta cidade, entre 1740 a 1780, cujo registro consta nos documentos históricos do Arquivo do Estado.

Fonte: Site oficial de Itap. Serra

 
   
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